Inspire-se com Débora Moura: a RP que deixou a CLT e tornou-se empreendedora

Coworking | por Fabíola Girotto - 19 de 11 de 2020
Inspire-se com Débora Moura: a RP que deixou a CLT e tornou-se empreendedora

Oi, eu sou a Débora Moura, tenho 30 anos e sou Relações Públicas – ou RP pros mais íntimos. Falando brevemente sobre a minha profissão, Relações Públicas é o profissional da comunicação que trabalha, estrategicamente, os relacionamentos, a imagem e a reputação das empresas. Além das empresas, nós podemos trabalhar em agências, ONGs, com figuras públicas e, claro, empreender, só que não falam muito disso com a gente na faculdade. E eu acho que por isso, empreender nunca esteve nos meus planos, mas o empreendedorismo aconteceu pra mim.

No final do ano passado, eu estava bem apertada de grana e comecei a fazer uns freelas pra ter um dinheiro extra. Meu primeiro cliente foi uma confeitaria da família, depois uma amiga e em seguida a Casa Cinquentenário. E foi nessa experiência com a Casa Cinquentenário, que eu percebi que poderia mesmo prestar serviços de forma independente, já que era o primeiro cliente que não tinha um vínculo afetivo comigo.

Eu iniciei 2020 fazendo esse trabalho extra em paralelo ao meu emprego formal e eu estava convicta que eu ia ficar nesse emprego por, pelo menos, mais um ano, já que eu tinha acabado de alugar um apartamento. Mas, como a gente não controla nada, eu fui desligada do meu trabalho em março, mesmo mês em que estourou a pandemia do Corona Vírus aqui no Brasil. Acho que dá pra imaginar o tamanho do medo que eu senti naquela época.

Então, passado o susto inicial, eu decidi que ia dar continuidade ao trabalho que eu vinha fazendo com relacionamento digital. Na base da indicação, os clientes começaram a aumentar e muitas pessoas começaram a me incentivar a divulgar o que eu estava fazendo. Foi quando eu fiz uma mentoria, com uma amiga e parceira de trabalho, organizei as ideias e no dia 15 de junho me lancei oficialmente como empreendedora.

Até aqui, acho que o maior desafio é a questão da grana mesmo, porque em um mês entra mais dinheiro, no outro menos, e isso causa muita insegurança. Por outro lado, a liberdade de ter as rédeas da própria vida profissional é uma das melhores partes.

Eu já tirei algumas lições dessa experiência toda. A primeira delas, é que é importante a gente pensar em diferentes formas de vender o que a gente sabe fazer. Afinal, nunca se sabe quando vamos perder o emprego ou enfrentar uma pandemia, né!? A segunda lição, é que as parcerias profissionais podem nos ajudar muito quando iniciamos um novo projeto. Então, é indispensável ter conexões reais com pessoas nos negócios e na vida!

Hoje, o meu trabalho é ajudar empreendedores e pequenos negócios a se relacionarem melhor no on e no off. Pra isso, eu produzo materiais digitais, dou consultoria pra posicionamento, atendimento e geração de conteúdo para mídias sociais, entre outros serviços, que podem ser contratados conforme as necessidades de cada cliente.

Pra finalizar, aproveito esse espaço pra falar com mulheres que tem esse desejo de empreender: é difícil sentir que é o momento certo, então se você tem vontade de empreender, apenas comece! A gente aprende e cresce muito com o processo e, deve ser por esse motivo, que não faz sentido estar totalmente pronta pra começar.

Ah! Sempre que você puder, ajude e empodere outras mulheres que querem empreender. A gente precisa que o mundo dos negócios tenha mais “a nossa cara” e, por isso, é bem importante darmos visibilidade umas para as outras.

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